
Lançado em muitos países como “O Ministro Francês”, a comédia “O Palácio Francês” é a novidade dessa semana nas telas do Cineplex, no Shopping Novo Batel. O título brasileiro vai diretamente ao ponto. O original chama-se Quai d’Orsay, como o palácio que abriga o ministério francês das Relações Exteriores. Quai d’Orsay é também como se chama a graphic-novel que serviu de inspiração para Tavernier. Grande sucesso na França, vendeu 80 mil exemplares somente no país, consagrando a parceria entre Abel Lanzac, autor do texto, e o designer Christopher Blain.
Apesar do cuidado em se esconder, mantendo a identidade oculta, todo mundo sempre soube que Lanzac, na verdade, era o ‘nom de plume’ (pseudônimo) do diplomata Antonin Baudry, que se inspirou em sua experiência como redator de discursos do ex-ministro Dominique de Villepin, cujo momento de glória foi o discurso que pronunciou perante as Nações Unidas, condenando a intervenção dos EUA no Iraque, em 2003. Na trama de O Palácio Francês, o ministro chama-se Taillard e é interpretado por Thierry Lhermitte. O próprio Baudry, ou Lanzac, projeta-se no jovem Vlaminck que, logo na abertura, está chegando completamente cru ao Quai d’Orsay, contratado – por baixo do pano – para ser assessor de linguagem do ministro.
Recém formado na Escola Nacional de Administração, Arthur Vlaminck (Raphaël Personnaz) é chamado para trabalhar no Ministério das Relações Exteriores à serviço do ambicioso ministro Alexandre Taillard (Thierry Lhermitte). Arthur será responsável por elaborar o discurso do ministro, mas logo percebe que em meio a golpes políticos e vaidades pessoais, esta tarefa não será nada fácil.





