O Estado do Paraná está próximo de eliminar a hanseníase como um problema de saúde pública. Os números foram apresentados neste sábado (22), na cerimônia de abertura do 13° Congresso Brasileiro de Hansenologia, realizado em Curitiba até está terça-feira (25).
Atualmente, o Paraná apresenta uma taxa de prevalência da doença de 0,9 por 10 mil habitantes, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza como meta para eliminação da hanseníase menos de 1 caso por 10 mil habitantes. A taxa do Brasil é de 1,7 por 10 mil.
“Historicamente o Paraná vem apresentando um cenário de diminuição de casos e em 2013 a meta de eliminação foi atingida, permanecendo em 2014. Esta é uma grande conquista de toda a equipe envolvida, que através da capacitação dos profissionais está conseguindo diagnosticar e tratar os casos da doença, interrompendo a cadeia de transmissão”, afirmou o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto.
De acordo com Caputo, mesmo com bons números, o Governo do Estado já traçou novas perspectivas de atuação, aliando estratégias atuais com as inovadoras, com o intuito de zerar os casos da doença no Estado.
Em 2014, o Brasil registrou 31.004 casos da doença, sendo 2.439 em menores de 15 anos. No mesmo ano, o Paraná detectou 557 casos, sendo oito em menores de 15 anos.
Doença
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa que se manifesta principalmente na pele, com manchas esbranquiçadas e avermelhadas, dormência, caroços pelo corpo e bolhas nas mãos e braços. A doença também compromete os nervos periféricos, podendo causar deformidades nas mãos e pés.




