
Uma das mais belas lendas do folclore brasileiro, “O Negrinho do Pastoreio” é o destaque, neste mês, da programação no “II Festival de Teatro Infantil – Brinque, Lendas Brasileiras”. O projeto, que estreou em março em Curitiba, segue até agosto. Com realização do Ministério da Cultura, apresentação da Montenegro Produções Culturais e apoio do Hospital Pequeno Príncipe, a lenda autêntica gaúcha ganha uma versão inédita da Mataveri Produções Culturais e Cia Pé No Palco. O espetáculo será encenado neste sábado e domingo, dias 27 e 28 de junho, no palco do Teatro Bom Jesus (R: 24 de maio, 135), às 16horas. Toda a renda da bilheteria será doada ao Hospital Pequeno Príncipe.
O Negrinho do Pastoreio é uma adaptação do texto de Simões Lopes Neto e tornou-se uma das mais conhecidas lendas do folclore gaúcho, que conta a dura vida de um pequeno menino escravo que vivia numa estância no interior do Rio Grande do Sul. Mesmo maltratado pelo seu patrão, nunca desistia de seus afazeres e de seu amigo inseparável: o Cavalo Baio. Negrinho do Pastoreio também é conhecido como procurador de coisas perdidas.
Uma fantástica história de superação e fé, apresentada de forma mágica pelos atores Helena Portela, Léo Moita e Marcel Szymanski. A montagem se passa nos terrenos verdes do pampa, onde mora o menino Querêncio, que acaba de perder um objeto muito importante. Sua madrinha sabe quem poderá ajudá-lo: o Negrinho do Pastoreio, que com a ajuda da Nossa Senhora, vai resolver todo esse mistério.
Desenvolvido em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, o projeto inclui contações de histórias e apresentações gratuitas na Associação Eunice Weaver, que promove a pesquisa científica e o atendimento médico, educacional e social a crianças e adolescentes, com prioridades aos filhos sadios de hansenianos.
Mais sobre o II Festival Infantil – Brinque, Lendas Brasileiras
O “II Festival de Teatro Infantil – Brinque, Lendas Brasileiras” dá sequência aos festivais promovidos pela Montenegro Produções. No ano de 2013, o Brinque, em sua primeira edição, apresentou para as crianças oito peças de leituras já consagradas. Já, em 2014, foi a vez da magia e encanto das narrativas de contos de fadas no festival “Era uma vez…eram duas, eram três”, com seis peças de contos clássicos conhecidos. A ideia dos festivais é contribuir para a formação de jovens plateias e incentivar o desenvolvimento da sensibilidade e criatividade por meio do contato com a linguagem artístico-musical. O Brinque pretende voltar às atenções para o teatro infantil, gerando novas oportunidades, além de democratizar o acesso à cultura para as crianças.
Com tanto acesso a tecnologias na infância, o brincar vêm se perdendo aos poucos, contudo, o Brinque nasceu com a ideia de renovar e fortalecer a formação de plateia do segmento de artes cênicas, levar por meio da música e do teatro, crianças e adultos a viajar na cultura brasileira, vivenciando as histórias do imaginário popular sem depender de recursos tecnológicos utilizando apenas a criatividade e imaginação.
De acordo com Rosy Greca, idealizadora de três adaptações para o “Brinque, Lendas Brasileiras”, o meio tecnológico no qual a infância contemporânea está inserida, deve incluir as nossas raízes culturais, bem como a produção artística em geral e não refutá-las, ignorá-las ou simplesmente aniquilá-las. O grande desafio, portanto, é promover o equilíbrio, o diálogo criativo e salutar entre a tecnologia, as riquezas folclóricas e as manifestações artísticas.
Após “Negrinho do Pastoreio”, a programação dá sequência com a lenda “Cabra Cabriola”, 25 e 26 de julho, e encerra com “Curupira”, nos dias 29 e 30 de agosto.
Desenvolvido com incentivo fiscal, por meio da Lei Rouanet, o projeto será executado com patrocínio de empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, dentre elas: UEG Araucária, Nórdica Veículos, Rocha Terminais Portuários, Expresso Jundiaí, Komatsu, Ciapetro, Franklin Eletric, TratorNew, Methal Company, Cesbe AS Engenharia, Furukawa, Agrícola Horizonte, Perkons, Deycon, Madal Palfinger, Engepeças, Florença Caminhões, Delta Cable, Balaroti, Slaviero Hotéis, Sebba Madeiras, Mag Paraná, Gran Sappore, Fiorelo Pegoraro, Tecnologia em cabos de Aço Brascabo LTDA, Brasil Telecom, Boulos e TratorMix.
Ficha Técnica:
Texto e Direção: Jean Carlos Sanchez
Supervisão Artística: Fátima Ortiz
Elenco: Helena Portela, Léo Moita e Marcel Szymanski
Composição Musical e Sonoplastia: Bernardo Bravo e Rosy Greca
Arranjos: Ervin Fast
Estúdio: No Estúdio do Troy
Preparação Corporal: Juliana Adur
Cenário: Ricardo Alberti
Figurino: Carmen Rodriguez
Iluminação: Daniel Valenzuela
Produção Executiva: Mataveri Cultural
Co-Produção: Pé No Palco
Projeto Lendas Brasileiras: Montenegro Produções Culturais
Foto: Valterci Santos.





