
O cantor Alceu Valença desembarca na capital paranaense e apresenta seu show na Ópera de Arame, hoje, a partir das 21 horas. No palco, o cantor interpreta composições recentes, redescobre preciosidades escondidas e recria grandes sucessos. A alquimia valenciana condensa os gêneros ancestrais da cultura nordestina em um caldeirão musical sofisticado e contemporâneo. Do agreste ao sertão, da zona da mata ao litoral, Alceu Valença é Pernambuco falando para o mundo com o nordeste em suas digitais.
Alceu Valença sobe ao palco da Ópera de Arame ao lado de Paulo Rafael (guitarra e violão), Tovinho (teclados), Nando Barreto (baixo) e Cássio Cunha (bateria). Os ingressos já estão sendo vendidos no Disk Ingressos (www.diskingressos.com.br) a R$ 140 (inteiro) e R$ 70 (meia).
O público que for prestigiar o cantor pernambucano vai poder curtir uma noite inesquecível coroada com sucessos como “Bobo da Corte”, “Coração Bobo”, “Anunciação”, “Girassol”, “Tropicana”, “Cavalo-de-pau, “Belle de Jour” e muitas outras. “Penso meus shows como um roteiro cinematográfico, a música é um documentário da minha condição de eterno caminhador. No palco, piloto táxis, aviões, monto em papagaios do futuro imaginários que me conduzem aos caminhos da criação. Sigo entre galopes de cavalos, trilhos de trem e de metrô, entre a saudade, as cidades e a novidade. Sou um espelho do povo brasileiro”, reflete o cantor.
Nascido em São Bento do Una, agreste de Pernambuco, em 1946, Alceu Valença cresceu em convívio direto com os elementos vivos que ajudaram a consolidar a cultura nordestina contemporânea. Pelo canto dos aboiadores, emboladores, violeiros e cantadores de feira; pelas toadas, baiões, xotes e rojões, cantigas de cego e tocadores de sanfona de oito baixos; pelos poetas de cordel, versejadores populares e artistas de circo, entre outras manifestações que conhecera desde o berço, Alceu assimilou a cultura e a música do agreste e do sertão a partir das raízes que a constituíram.
Na adolescência, em Recife, viu descortinar-se à sua frente a cultura da zona da mata, dos canaviais e do litoral. Conheceu os blocos de frevo, os grupos de maracatu e ciranda; assimilou a poesia urbana e contemporânea, o cinema de autor, adquiriu o gosto pela política e as questões sociais, formou-se em Direito e assumiu-se como artista.





