
A aposentada Dionísia Mendes, 70 anos, vem diariamente de Araucária para Curitiba. Os 40 minutos gastos para ir e voltar de ônibus não a incomodam, pois na capital ela garante uma alimentação de qualidade e a um preço bem acessível: R$ 2. A aposentada almoça, de segunda a sexta-feira, no Restaurante Popular do Pinheirinho. “Gosto do tempero da comida, tem sal na medida certa, não é gordurosa e traz muita verdura. E o preço não tem igual”, afirma ela.
Assim como dona Dionísia, os idosos representam grande parte dos frequentadores dos restaurantes populares administrados pela Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab). A nutricionista Morgiana Maria Kormann, coordenadora da rede da Prefeitura, explica que há alguns anos vem crescendo a procura dos idosos aposentados pelas refeições servidas nas unidades. “Eles conversam com outros idosos que contam que nos Restaurantes Populares há todo um cuidado com a qualidade nutricional e com as calorias das refeições”, salienta a especialista.
Uma pesquisa feita pela empresa especializada Mouving, em 2016, apontou que 33% dos usuários de três dos cinco pontos eram aposentados. Como comparação, os assalariados representavam 31%; os autônomos, 20,6%; e os desempregados, 8,3%. O levantamento foi feito nos restaurantes da Matriz, do Sítio Cercado e CIC/Fazendinha (não incluiu o do Pinheirinho e o do Capanema, este último inaugurado em 2018).
Tudo saudável
Segundo Morgiana, o cuidado em oferecer um cardápio saudável beneficia todos os usuários, mas os idosos acabam sendo os mais favorecidos. “Com o passar dos anos, nosso corpo vai apresentando mudanças e novas necessidades nutricionais. Entre estas mudanças, está a redução da necessidade calórica, porém, com a manutenção da exigência de proteínas, vitaminas e minerais. Também há alterações nos mecanismos de defesa do organismo, levando à necessidade de consumo de alimentos seguros, que não causem intoxicações”, justifica ela.
A nutricionista lembra que todos os restaurantes populares da Prefeitura seguem o princípio da alimentação saudável. “Os cardápios priorizam ingredientes menos gordurosos e sem frituras, bem como o consumo de fruta e verdura”, observa ela. A nutricionisa afirma ainda que os pratos recebem baixas adições de açúcar, sal e pimenta. “Além disso, evitamos o uso de enlatados, embutidos e doces”, acrescenta.
O aposentado Augusto Pereira, 84 anos, almoça todos os dias no Restaurante Popular do Pinheirinho. “Comecei a comer no restaurante da Rui Barbosa (Matriz). Há dois anos, eu vim para cá. Gosto da qualidade e variedade, sem falar que o tempero é muito bom”, conta. Ele afirma que se sente seguro fazendo as refeições diárias no local. “Sei que há uma preocupação com a saúde da gente, que aqui fazem comida com pouco sal e não tem nada gorduroso”, destaca.
Programa
Os cinco restaurantes populares da Prefeitura (Matriz, Sítio Cercado, CIC/Fazendinha, Pinheirinho e Capanema) têm como missão garantir uma alimentação saudável a preços mais baixos. As unidades são frequentadas diariamente por 4,7 mil pessoas, que têm acesso a um cardápio balanceado, a R$ 2, incluindo sobremesa.
O cardápio muda todo dia e é formado sempre por seis itens: arroz, feijão, carne, um acompanhamento, salada e sobremesa.
Foto: Valdecir Galor/SMCS




