Casos envolvendo cães comunitários acendem alerta sobre maus-tratos no Brasil

Assessoria – A violência contra animais indefesos tem chocado o Brasil nas últimas semanas, trazendo à tona a vulnerabilidade dos cães comunitários, aqueles que, embora vivam nas ruas, são cuidados por bairros inteiros. Casos emblemáticos, como o do cão Orelha, em Florianópolis, e o do Abacate, em Toledo, expõem uma realidade muito cruel de ódio direcionado a seres que apenas retribuem carinho às comunidades.

Esses episódios de violência extrema não são fatos isolados. Eles refletem uma falha na compreensão do que realmente configura o crime. De acordo com especialistas, maus-tratos não se resumem à agressão física direta; o conceito é muito mais amplo.

No Hospital Veterinário Municipal de Curitiba (HVM), a equipe lida diariamente com as marcas dessa crueldade. O diretor clínico da unidade, Rafael Binder, explica que a dor física é apenas a ponta do iceberg. “Maus-tratos não é só agressão. É o abandono, a negligência, a falta de cuidado e o sofrimento silencioso. Um animal deixado sem água, sem abrigo ou sem assistência médica quando está doente está sendo vítima de um crime. Aqui no hospital, vemos que a omissão mata tanto quanto a violência física”, afirma Rafael.

O Hospital Veterinário de Curitiba, que hoje é referência no atendimento gratuito, nasceu da determinação política em transformar a proteção animal em prioridade. O hospital é 100% custeado por emendas parlamentares do deputado federal Delegado Matheus Laiola, que acompanhou de perto o horror dos casos recentes no Sul do país. “Casos como o do Orelha e do Abacate nos revoltam, mas também nos dão mais força para lutar. Tirei o Hospital Veterinário do papel justamente para dar um porto seguro a quem não pode se defender. Não dá mais para fingir que não vê. O abandono e a crueldade precisam ser combatidos com leis severas e assistência real”, destaca Matheus Laiola.

A conscientização é a melhor arma contra a violência. O animal sente dor, medo e fome, e o respeito por sua vida não é opcional, é lei. Se você presenciar ou suspeitar de qualquer tipo de negligência ou agressão, não se cale. Sua denúncia é o único caminho para interromper o ciclo de sofrimento. Ligue no Disque Denúncia (181), o serviço é gratuito e garante o anonimato do denunciante.

Foto: Rede Social