Líder mundial em alimentos sem glúten abre operação no Brasil

A empresa italiana líder mundial em alimentos sem glúten, o grupo Dr. Schär anuncia o início das suas operações próprias no Brasil. Até o final de 2014, os produtos Schär eram comercializados no Brasil por meio da representação da empresa Mentor Foods, que iniciou as atividades em 2012 com 150 pontos de vendas e 16 produtos, ampliando em seu primeiro ano de atuação para 22 produtos, finalizando 2014 com 2 mil pontos de vendas e 27 produtos. Com a dinâmica do mercado brasileiro, a aceitação da população aos produtos Schär e a possibilidade de expansão do consumo de alimentos sem glúten , a empresa definiu em abrir sua própria operação no país.
“Nos últimos dois anos o Brasil aumentou expressivamente sua representatividade e importância nas vendas do Grupo Schär, o que significa que o mercado brasileiro está amadurecendo em diagnósticos clínicos e entendosobre a importância de uma alimentação sem glúten segura. Esses fatores nos levam, em parceria com empresários brasileiros, somar o conhecimento local com a nossa experiência internacional de mais de 30 anos”, explica UlrichLadurner.
“Hoje nosso portfolio internacional conta com 120 produtos em sua linha. No Brasil, até 2014 oferecemos 27 produtos e, até o final de 2015, serão cerca de 35 itens na linha, entre pães, massas farinhas e biscoitos”, avalia Ticiana. Em 2013 o grupo Dr. Schär atingiu um volume de vendas total de 230 milhões de euros e conta com uma participação de mercado na faixa de 40%, o que a coloca na liderança mundial na categoria de alimentos sem glúten.
Para Menezes, o início das atividades próprias da Dr. Schär no Brasil, demonstra a consolidação no mercado brasileiro. “Nossa expectativa é de aumentar o número de pontos de vendas no Brasil, atingindo regiões brasileiras ainda não alcançadas pelos produtos da empresa, como também poder oferecer outros produtos da linha Dr. Schär, antes impossíveis ao mercado brasileiro devido ao alto custo na importação e no repasse ao varejo e a carga tributária brasileira.”, avalia.
Outro diferencial, segundo Menezes, é a certificação de todos os produtos , “ A Dr. Schär é pioneira na fabricação de alimentos sem glúten e conta com importantes certificações internacionais: GlutenFreeCertificationOrganization; FACE (Federação das Associações de Celíacos da Espanha) e a certificação concedida pela Associação de Celíacos do Reino Unido. Certificações essas que garantem a procedência, a qualidade e principalmente o risco zero de contaminação dos produtos, fator de extrema importância ao consumidor celíaco e com sensibilidade ao glúten”, explica.
Menezes anuncia também, que o Grupo Dr. Schär passa a exportar soja brasileira sem transgênicos para fabricação dos produtos. “A chegada do grupo no Brasil abrem outras oportunidades de negócios, além da aquisição da soja brasileira sem transgênicos já estamos em negociação com outros insumos brasileiros, como por exemplo a mandioca “, avalia.

Diferenciais Dr. Schär
Com a chegada dos produtos no varejo brasileiro em 2012, a empresa se adaptou às necessidades brasileiras, levando em conta o complexo processo logístico na importação dos produtos para comercialização. Lotes de pães especiais que saem da fábrica da Itália possuem prazos de validade mais longos. “A Dr. Schär preza em oferecer ao mercado brasileiro produtos além de saudáveis e saborosos ainda mais seguros”, explica Ticiana.
Os produtos sem glúten da Schär propiciam aos portadores da Doença Celíaca, aos com sensibilidade a proteína e também para aos adeptos de uma alimentação mais saudável, qualidade de vida. Por isso, toda a linha apresenta os melhores valores nutricionais, muito enriquecidos com fibras e vitaminas e também diversas opções sem lactose, leite e outros possíveis alergênicos, todos facilmente identificados nas embalagens.
Em relação as embalagens, a empresa oferece porções individuais e selos para fechar o pacote, produzidas com alta tecnologia de envase, que permite produtos sem conservantes e ainda assim prazos de validade confortáveis sem precisar refrigerar ou congelar.

Agricultura controlada: o modelo Dr. Schär de produção
O processo de agricultura controlada é muito importante na indústria alimentícia – não somente para garantir a disponibilidade de toda a quantidade necessária de matéria prima mas especialmente para garantir o alto padrão de qualidade desejado pela indústria.
Há alguns anos o grupo Dr. Schär vem trabalhando no estabelecimento de uma cadeia de fornecimento controlado para seus mais importantes ingredientes. Inicialmente focado na produção de milho e o arroz – duas das principais matérias prima utilizadas na elaboração de alimentos sem glúten, hoje temos contrato com diversos produtores também para milhete, trigo sarraceno, sorgo, grãos de guar, e outros.
O processo inicia pela seleção dos agricultores – são escolhidos aqueles melhor equipados e que trabalham de acordo com procedimentos agronômicos altamente qualificados . Então são escolhidas variedades específicas de sementes, já testadas em projetos anteriores, para cultivo de acordo com as orientações acordadas entre o produtor rural e o grupo Dr. Schär. Diversos parceiros atuam neste tipo de projeto – um exemplo é a Universidade de Bologna, na Itália, que atuou no estudo e seleção das melhores variedades de sementes para o cultivo do milhete.
Este modelo de operação permite que todo o processo seja rastreável, da semente até a moagem e transporte dos grãos. Assim, o resultado final é uma farinha de altíssima qualidade e totalmente segura em relação a uma possível contaminação – tanto em relação ao glúten quanto em relação a micotoxinas e outros alergênicos. Tudo para garantir ao consumidor produtos de muito sabor, segurança e excelentes valores nutricionais.

Doença Celíaca

Doença celíaca é uma intolerância permanente do sistema imunológico ao glúten. Os pacientes celíacos não podem ingerir alimentos elaborados com trigo, centeio e cevada, que por sua vez possuem glúten, proteína presente nesses ingredientes. A ingestão de alimentos com glúten provoca uma reação imunológica anormal no intestino delgado, conduzindo a inflamação crônica que causa a má absorção de nutrientes, resultando desnutrição e desequilíbrio do estado de saúde. A única forma de tratamento é uma dieta completamente livre de glúten por toda vida.

Sensibilidade ao Glúten e Síndrome do Intestino Irritável
Os sintomas da sensibilidade ao glúten podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa, e podem frequentemente ser muito inespecíficos – dores no estômago, inchaço, náuseas, diarreia e enxaqueca. Especialistas assumem que a sensibilidade ao glúten é mais comum que a doença celíaca, e estudos com números concretos estão em desenvolvimento.
A nova edição do Informativo Schär Brasil, elaborado pelo Instituto Dr. Schär e destinado a profissionais de saúde, aborda um assunto de extrema importância para quem sofre da chamada Síndrome do Intestino Irritado, um distúrbio gastrointestinal debilitante e crônico que atinge pelo menos 10% da população dos EUA, Europa e Reino Unidos. Estima-se que no Brasil este número não seja diferente.
Através de artigos assinados por profissionais de renome internacional, o informativo conta como a adoção de uma dieta não-fermentativa tem sido uma grande aliada no combate aos sintomas da Síndrome do Intestino Irritado (SII). E um dos alimentos que devem ser excluídos para quem deseja seguir esta dieta é justamente o trigo.
Relatórios recentes têm mostrado o desaparecimento dos sintomas para alguns pacientes com SII ao seguirem uma dieta sem glúten. As pesquisas indicam que os anticorpos antigliadina estão presentes em aproximadamente 12% da população em geral, contra os 17% de pacientes com SII nos quais a doença celíaca foi excluída.
A dieta não-fermentativa foi desenvolvida na Universidade Monash, na cidade australiana de Melbourne, e restringe uma série de alimentos considerados causadores dos efeitos fisiológicos em pacientes com SII: Fermentáveis, Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis. Em Inglês, o termo é conhecido como FODMAP, um acrônimo formado pela primeira letra destas substâncias.
Pesquisas têm indicado que pacientes submetidos a esta dieta relatam uma melhoria considerável no inchaço, flatulência, dor abdominal, urgência para evacuar e aspecto alterado das fezes, com até 70% dos pacientes relatando uma melhora. Por isso, em 2010, ela foi incluída nas Diretrizes para Tratamento da SII da Associação Britânica de Nutrição e, em 2011, foi adotada nas Diretrizes Terapêuticas Nacionais da Austrália.
Os alimentos fermentativos formam uma lista extensa, incluindo trigo, algumas frutas e vegetais, além de certos produtos derivados do leite. Na Europa Ocidental, os oligossacarídeos (como os frutanos) e os monossacarídeos (frutose) são os alimentos fermentativos mais comuns nas dietas, sendo o trigo considerado o de maior peso na ingestão de frutanos no Reino Unido.

Foto: Divulgação.