Monitoramento com iscas químicas de baixo impacto garantem o controle

Há mais de quatro anos, Dorival Rodrigues e seus auxiliares repetem, às segundas-feiras, a rotina de inspecionar, limpar e, se necessário, abastecer os comedouros onde são depositados dois tipos de iscas para roedores: um bloco quimicamente tratado e sementes de girassol tratadas com anticoagulante. “A gente procura colocar iscas mais atraentes que os alimentos disponíveis”, argumenta Rodrigues, responsável pela empresa contratada para o controle de pragas no Mercado Municipal. Os roedores apreciam as sementes de girassol. Segundo ele, há três tipos de ratos urbanos: os camundongos, os ratos de forro e as ratazanas.
“Antes da reforma e do trabalho feito pelo Dorival, pelo pessoal do Mercado, sofríamos bastante com ratos e baratas. Outras empresas fizeram o trabalho, mas não foi igual. Parece que o Dorival chegou, encantou os bichos e levou tudo embora”, compara Leonilda Maia Pereira, há 22 anos proprietária de uma banca de frutas. “Assumi o Mercado como um desafio”, complementa Rodrigues. A área interna, onde ficam os alimentos, é considerada a área crítica. Para manter a área sob controle, o técnico contabiliza 68 pontos de monitoramento e instalação de de iscas de baixo impacto.
Há outros 35 pontos contra roedores na área externa, no entorno ou anel sanitário. O procedimento realizado na área interna com iscas atrativas é repetido nas áreas externas, em caixas de passagem de fiação e nas tubulações de água e esgoto.
Para o combate às moscas de ralos e baratas de esgoto o tratamento é feito com o polvilhamento de produtos domisanitários, indicados para uso profissional no controle de pragas urbanas. As formigas e as baratinhas de cozinha, como são conhecidas, também são controladas com iscas.