Selo atesta qualidade em transplantes nos hospitais

Pela atuação na área de transplantes, 13 hospitais paranaenses receberam nesta semana, em Curitiba, o selo estadual em reconhecimento à qualidade dos serviços prestados à população. A solenidade de entrega ocorreu durante o fórum “Paraná pela Vida”, que reuniu mais de 800 pessoas para propor medidas visando ampliar o número de doações e transplantes de órgãos e tecidos no Paraná.
O selo básico, concedido pela Central Estadual de Transplantes (CET-PR), atesta a qualidade dos serviços transplantadores nas áreas renal, cardíaca e hepática após uma avaliação criteriosa. Ele faz parte da estratégia do governo estadual para valorizar o trabalho realizado pelas entidades em prol da redução da fila de espera por um órgão no Estado.
O fórum “Paraná pela Vida” integra a programação da campanha “Fale Sobre Isso”, lançada pelo Governo do Estado no início do mês. O objetivo é desenvolver ações permanentes para divulgar a importância das pessoas se declararem doadores de órgãos a suas famílias. “Esta é única forma de fazer valer a sua vontade de ajudar o próximo após a morte”, ressaltou o vice-governador, Flávio Arns.
Segundo ele, é preciso desmistificar o processo de doação de órgãos e divulgar informações úteis com o apoio de parceiros. “Precisamos amplificar essa mensagem e mostrar a todos que doar órgãos salva vidas. Temos que chegar em casa e falar sobre isso com as nossas famílias e amigos”, conclui Arns.
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HOSPITAIS – Somente na Capital, sete hospitais receberam o selo de qualidade. Um deles é o Hospital de Clínicas, da Universidade Federal do Paraná, pioneiro na realização de procedimentos na área hepática e de medula óssea no país. “Além de atender a população, temos o compromisso de ser um hospital-escola. Muitos dos profissionais que compõem equipes transplantadoras no Estado foram treinados aqui no HC”, disse o coordenador, Júlio Coelho.
Outro hospital contemplado na Capital é o Pequeno Príncipe, referência nacional em pediatria. A unidade realiza transplantes de rim, coração, fígado, medula óssea e tecidos. “Hoje recebemos pacientes não só do Paraná, mas também de outros estados”, conta o diretor clínico do Pequeno Príncipe, Donizetti Giamberardino Filho.
Do Interior, um dos hospitais é a Policlínica Pato Branco. Considerado o maior centro transplantador do interior do Estado no ano de 2013, o serviço tem papel de destaque na rede estadual de transplantes. “Isso é reflexo do trabalho sério de uma equipe que já atua há 28 anos nesta área”, revela o nefrologista do hospital, Jorge Luiz Zanette Ramos.
FILA – Atualmente, 2.271 pessoas aguardam por coração, fígado, rim, pâncreas ou córneas no Estado. Apesar dessa fila, o Paraná tem avançado muito nos últimos anos e passou do 10º para o 3º lugar no ranking dos estados brasileiros com o melhor desempenho na área de transplantes.
De 2010 a 2013, o número de transplantes cresceu cerca de 150%, passando de 183 para 458 procedimentos ao ano. De acordo com o secretário estadual da Saúde em exercício, René Santos, o resultado é fruto de um amplo processo de reestruturação da Central Estadual de Transplante aliado à solidariedade da população e às parcerias formalizadas com os hospitais.
“Reorganizamos todo o fluxo, desde a doação até o efetivo transplante do órgão, sobretudo com o apoio do serviço de transporte aéreo do Governo do Estado. Contudo, precisamos avançar ainda mais, principalmente reduzindo os índices de recusa familiar”, afirma o secretário.