
A vacina contra o vírus influenza H1N1, H3N2 e B, causadores de forte gripe, começou a ser aplicada nesta semana em todo Brasil. Em Curitiba, a meta é vacinar pelo menos 303 mil pessoas, o equivalente a 80% dos integrantes dos públicos-alvo. A Campanha Nacional de Vacinação se estende até o dia 22 de maio e é destinada a crianças de seis meses a 5 anos incompletos, portadores de doenças crônicas, pessoas com 60 anos ou mais, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres que tiveram bebês há no máximo 45 dias, população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. As 110 unidades básicas de saúde estão vacinando, de acordo com o horário de funcionamento de cada local. No próximo sábado (09), acontece o Dia D da Vacinação, com postos específicos funcionando ao longo do dia em locais de grande movimentação.
Neste primeiro dia, muitas pessoas procuraram as unidades de saúde de Curitiba para receber a dose da vacina. O engenheiro civil Leonardo Rocha Loures, de 76 anos, aproveitou que a chuva parou para ir até a Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho para se vacinar. Para ele, esse é um hábito adquirido ao longo dos últimos anos e que lhe dá mais segurança para encarar o inverno.
A contadora Djanira dos Santos, de 73 anos, falou da importância de as pessoas serem imunizadas depois dos 60 anos. “O corpo da gente envelhece e a imunidade baixa. Tomar a vacina é uma questão de saúde”, disse. A contadora Gizeli Postale, de 38 anos, foi até a unidade com as duas filhas, Luiza, de 8, e Manoela, de 6. As três sofrem de bronquite asmática e a vacina lhes garante um inverno mais tranquilo. “Se as meninas não tomam a vacina, qualquer gripe vira uma pneumonia e elas acabam internadas. Não podemos descuidar”, disse.
As pessoas portadoras de doenças crônicas não-transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica.
Os grupos vulneráveis da campanha de vacinação contra a gripe são definidos pelo Ministério da Saúde, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Esta definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.
São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. “Quanto antes as pessoas tomarem a vacina, antes estarão imunizadas contra o vírus da gripe”, destacou a enfermeira Raquel Farion, que trabalha na coordenação da Central de Vacinas da Secretaria Municipal da Saúde.
A campanha de vacinação é realizada no período que antecede o inverno porque a criação de anticorpos ocorre entre duas e três semanas após a aplicação da dose. O período de maior circulação da gripe é de fim de maio a agosto.
Estudos demonstram que a vacinação contra a gripe pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
O secretário municipal de Saúde, Adriano Massuda, reforçou que a vacinação contra gripe é uma importante medida de prevenção da gripe, mas não dispensa ações básicas de proteção, como a assepsia frequente das mãos, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar e procurar manter os ambientes ventilados.
Sintomas
A transmissão da gripe acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz).
Em caso de síndrome gripal, deve-se procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. Também é importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente as integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.
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