Câmara debate impacto da desoneração da folha de pagamento no INSS

O impacto da desoneração da folha de pagamento das empresas nas contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) opôs, na Câmara dos Deputados, representantes do governo e pesquisadores. Durante audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família, o Ministério da Previdência Social negou que a desoneração de 42 de setores da economia esteja comprometendo as contas do INSS.
Já Flávio Vaz, representante da Plataforma Política Social, entidade formada por pesquisadores e profissionais de diversas universidades, disse que o Tesouro tem deixado de compensar o INSS pelas desonerações. Segundo ele, em 2012, o instituto teve um rombo de R$ 2,6 bilhões.
“O Tesouro precisa fazer essa compensação para que não cresça o discurso de que a Previdência tem déficit e é preciso cortar benefícios. No longo prazo, a briga é contra esse discurso e em defesa dos benefícios previdenciários e dos trabalhadores”, argumentou Vaz.
O diretor do Departamento de Regime Geral de Previdência Social do ministério, Rogério Nagamine, negou que os repasses não estejam sendo feitos. De acordo com Nagamine, de janeiro de 2012 até maio de 2013, a renúncia fiscal apurada alcançou R$ 7,9 bilhões, valor que foi, segundo ele, “integralmente compensado”.