
A Secretaria da Segurança Pública e Administração Penitenciária está na fase final dos procedimentos para que o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) seja utilizado como ferramenta policial 24 horas por dia. Esta fase compreende testes de softwares e capacitação dos profissionais que vão atuar no local, controlando as câmeras.
A estrutura do Centro permite videomonitoramento por meio da interligação com câmeras de segurança públicas e privadas. São 2 mil câmeras públicas que já estão integradas e que, por meio de profissionais operadores de inteligência, poderão auxiliar em tempo real o policial que estiver atendendo uma ocorrência.
Integrarão o Centro Integrado de Comando e Controle as polícias Civil, Militar, Científica, Corpo de Bombeiros, as Polícias Rodoviária Estadual e Federal, Guarda Municipal, entre outras entidades, e o Departamento de Execução Penal (Depen), que fará o monitoramento das tornozeleiras eletrônicas a partir do local.
Além disso, já foram firmadas parcerias com as Guardas Municipais de Curitiba e de cidades da Região Metropolitana. “Estamos dando treinamento para os guardas municipais e nossa intenção é também o compartilhamento das informações para melhorar a qualidade de atendimento das ocorrências da cidade, com tempo de resposta menor”, diz o secretário da Segurança Pública.
Para o inspetor Cláudio Frederico, da Guarda Municipal de Curitiba, o consórcio das Guardas Municipais é uma maneira de integrar as ações e nivelar a forma de atuação. “A integração do sistema de videomonitoramento é fundamental para utilizar os recursos, tanto humanos quanto materiais, no intuito de diminuir a criminalidade”, afirma ele.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) é outra instituição parceira que passará a integrar o Centro.
“Esperamos que a integração entre as instituições otimize o atendimento à sociedade e possa melhorar o tempo de resposta nas ocorrências, inclusive em uma situação de fuga, por exemplo, que inicie na cidade e continue por uma rodovia, e que precisa de contato rápido com todos os envolvidos no atendimento”, explica um dos representantes da PRF, Anderson Camilo.
Outra iniciativa vinculada ao Centro Integrado de Comando e Controle é a substituição do boletim de ocorrências em papel, preenchido pelo policial na rua, pelo boletim eletrônico, a ser preenchido na hora do atendimento, em tablets que a Segurança Pública já possui e que serão distribuídos às unidades policiais.
Inicialmente, o Centro Integrado de Comando e Controle foi usado como estrutura responsável por todas as decisões operacionais durante a Copa do Mundo 2014 e permanece no Paraná como um dos legados do evento mundial. Durante a Copa, trabalharam em um mesmo espaço, de forma conjunta, 33 instituições (municipais, estaduais e federais) envolvidas de alguma forma nas ações desenvolvidas ao longo do período da Copa, com a tomada de decisões em situações críticas de forma eficiente, ágil e efetiva, nos âmbitos operacional e tático.
Após a Copa, o Centro Integrado de Comando e Controle foi utilizado esporadicamente, principalmente para acompanhamento de grandes eventos, além de rebeliões, e como base no primeiro e segundo turnos das eleições 2014.
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