Paraná reduz pobreza e número de beneficiários de programa social diminui

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O número de famílias que vivem em extrema pobreza e dependem de benefícios sociais caiu no Paraná. É o que mostra um estudo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome divulgado nesta semana e que traz informações sobre o Sistema Único de Assistência Social (Suas). De acordo com o levantamento, em 2010 o Paraná tinha 466.607 famílias incluídas no programa Bolsa Família, número que diminui para 405.706 em setembro deste ano.
A secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa, diz que a redução é resultado da política de assistência social implantada no Paraná. “Trabalhamos para que todas as famílias que vivem em extrema pobreza recebam atendimento e consigam, por meio de várias ações e programas, superar dificuldades e alcançar a emancipação”, explica a secretária.
De acordo com Fernanda, o objetivo do governo estadual é reduzir cada vez mais o número de pessoas que dependem do poder público para viver melhor.
O estudo, desenvolvido em parceria com a PUC-SP, mostra também que o Paraná tem uma das melhores redes de assistência social do País. A relação da quantidade de Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) por habitantes coloca o Paraná em primeiro lugar na região Sul, o que significa maior cobertura de atendimento à população.
A população paranaense conta com 156 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que fazem o atendimento às pessoas que enfrentam situações como violência, afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medidas de proteção, trabalho infantil, abandono. O número representa 6,6% do total de Creas do País. Na região Sul, o Rio Grande do Sul tem115 Creas e Santa Catarina, 88.
O Paraná tem ainda 555 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), porta de entrada para todos que precisam acessar serviços de assistência social. Os Cras estão instalados nos 399 municípios do Estado e equivalem a 37,4% das unidades existentes na região Sul. Os Cras e Creas do Paraná ultrapassaram os dos outros Estados em acessibilidade. Para a avaliação são considerados os quesitos: acesso principal adaptado com rampas e rota acessível da calçada até a recepção; rota acessível aos espaços; rota acessível ao banheiro, que deve ser adaptado para pessoas com deficiência.
De 2010 a 2014, o Estado registrou aumento de 16,84% no número de Cras, que passou de 475 para 555. Em quatro anos e oito meses, o governo estadual investiu R$ 8,45 milhões de recursos do Fundo Estadual de Assistência Social (Feas) para a construção de 43 unidades.