
Criado em 2014, na cidade de Versalhes, na França, o Vedecom (Instituto do Veículo Individual Comunicante Sem Emissão de Carbono) é um centro que desenvolve estudos sobre veículos não poluentes, envolvendo áreas como a produção de motores elétricos, a eletrônica de comando dos motores e a automação – com veículos autônomos, sem necessidade de condutores.
O trabalho desenvolvido pelo Vedecom será um dos temas apresentado por seu diretor de pesquisa e treinamento, Victor Etgens, em palestra magna do seminário internacional Uso do Automóvel na Cidade, evento que será realizado pela Prefeitura de Curitiba nos dias 9 e 10 de abril no Parque Barigui, em parceria com Universidade Positivo, Grupo GRPcom, Associação Comercial do Paraná e Renault do Brasil.
O Vedecom reúne 40 companhias do setor automotivo como Renault, Peugeot, Citroën e Valeo, grandes empresas do setor aeronáutico como Safran e EADS, bem como pequenas e microempresas, universidades, escolas de engenharias e órgãos do setor público. A intenção é realizar a integração dos veículos elétricos com um ecossistema global de mobilidade, com novas regras e desafios como multimodalidade, compartilhamento de veículos, estacionamento inteligente e automático, gestão integrada da energia elétrica em smart grids, entre outros.
A apresentação também destacará diferentes aspectos da eletromobilidade, questões de multimodalidade, iniciativas que estão sendo feitas na Europa para diminuir a congestão nos centros urbanos e as diretrizes nacionais para a introdução dos veículos autônomos.
“A questão não é eliminar o automóvel das grandes metrópoles, mas utilizar uma infraestrutura planejada para produzir espaços compartilhados, além de espaços próprios para cada tipo de utilização”, diz Etgens.
Para o diretor da Vedecom, a mobilidade individual representa um dos grandes desafios do século 21, em um cenário que reúne uma população mundial de mais de 7 bilhões de pessoas, a maior parte vivendo em regiões de alta densidade de habitantes, além da escassez de petróleo e recursos minerais.
“Temos hoje os grandes centros urbanos asfixiados de veículos e poluição, e carentes de vagas de estacionamento e de serviços de transporte de massa eficazes. Uma alteração desse status quo passa por profundas mudanças em todos os níveis: consciência coletiva, respeito ao meio ambiente, investimento dos órgãos públicos, legislação reguladora, isso tudo influenciando o modo de consumo e o uso da mobilidade”, afirma.
Segundo Etgens, não existem soluções milagrosas a serem aplicadas, mas podem ser conjugadas diferentes opções de baixo custo e de fácil implementação que contribuam de maneira significativa para a melhoria das condições de circulação de veículos nas grandes cidades.
Foto: Divulgação.





