Medida incentiva títulos de pequenas empresas

A Medida Provisória (MP) 651, publicada ontem no Diário Oficial da União, além de ajustes no Refis e na desoneração da folha de pagamento das empresas, dá incentivos para a emissão de títulos de pequenas e médias empresas.
A MP isenta de imposto de renda o ganho de capital de ações emitidas dentro do programa de incentivo à captação de recursos dessas empresas, informou o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.
Para fazer jus ao benefício, as empresas enquadradas nesta situação devem ter valor de mercado no momento do lançamento dos papéis não superior a R$ 700 milhões. Também não devem ter receita bruta do exercício anterior ao lançamento de até R$ 500 milhões, além das emissões serem primárias. Ou seja, a empresa não pode ter feito anteriormente operações no mercado para captação de recursos.
A MP propõe ainda que os rendimentos dos fundos de Investimento em renda fixa com cotas negociadas em bolsa de valores e mercados, por exemplo, sejam tributados a partir de alíquotas do Imposto de Renda decrescentes em função do prazo médio de repactuação das carteiras dos fundos da seguinte forma: 25% para 180 dias, 20% de 181 dias a 720 dias e 15% acima desse prazo.
Segundo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique, não haverá impacto do come-cotas, que é a cobrança antecipada de impostos para quem investe em fundos tradicionais.
Outra medida fixa limites para a inscrição na Dívida Ativa da União de devedores do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No caso da inscrição, o devedor de R$ 1 mil, por exemplo, não será inscrito em dívida. Para ajuizamento, o valor mínimo foi R$ 20 mil. Os valores são baseados no que já faz hoje a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
O governo também resolveu dispensar da retenção na fonte do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e de PIS/Cofins quando do pagamento na aquisição de passagens aéreas pelo sistema de compras centralizadas. Antes, o imposto era recolhido antecipadamente e depois as empresas trocavam por crédito tributário. O objetivo é disponibilizar mais recursos para as companhias investirem, informou o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Dyogo Henrique de Oliveira.