
O fechamento do primeiro mês do ano reforça ainda mais a expectativa positiva projetada no ano de 2014 para o setor de seminovos e usados. Segundo os dados da Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado do Paraná (Assovepar), em janeiro foram comercializadas 91.929 unidades contra 81.224 unidades vendidas, no mesmo período de 2013, apresentando um incremento de 13% nas vendas do Paraná. E os números positivos do setor não param por ai, janeiro superou ainda o mês dezembro, que tradicionalmente é um período de grande movimento para as revendas, com crescimento de 27,9 %, e teve fechamento positivo em 2013 com 3%.
O setor está sendo beneficiado por conta do aumento na alíquota da cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros zero quilômetro, que desde o dia 1º de janeiro, passou de 2% para 3%, para carros populares. Ela deve permanecer assim até o dia 30 de junho, quando o governo irá avaliar se haverá novo aumento, para 7%, que era a alíquota praticada antes de ser determinada a redução do IPI. Além disso, outro fator que favorece o setor de seminovos, é a obrigatoriedade da inclusão de airbag e ABS nos carros populares, provocando reajuste no preço do zero. Desta forma, o seminovo e usado fica ainda mais atrativo para o bolso do consumidor.
Para o presidente da Assovepar Silvan Dal Bello, se as vendas do ano seguirem o ritmo registrado no primeiro mês do ano, podem até superar a expectativa projetada para 2014, que é de 5%. “Pelo movimento que tivemos nas lojas neste início de ano já era possível perceber que teríamos um fechamento positivo. E agora, com o aumento da alíquota da cobrança do IPI, o consumidor está buscando uma compra mais consciente e que gere menos depreciação ao seu bem de consumo. Hoje, as pessoas sabem que ao comprar o carro zero, logo após sair da concessionária, o veículo sofre depreciação em torno de 20%. Já adquirindo um seminovo ou usado, o comprador pode investir em um veículo mais completo, com baixa quilometragem e que irá sofrer pouca depreciação”, observa Dal Bello.
Os dados são referentes as vendas de automóveis e comerciais leves, fornecidos pela Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (FENAUTO) com base no relatório do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN).





