Aos 57 anos, Monique Evans não fará topless em desfile: ‘Não tenho idade’

Quando surgiu na na Marquês de Sapucaí, em 1985, Monique Evans reinou absoluta. A modelo, no auge da carreira, desfilou seu corpo perfeito à frente da bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel em uma época que o cargo de rainha não exigia liturgia. Ela foi colocada lá porque gostava de samba, sabia requebrar e era conhecida em todo o país. “Nem existia um nome específico. No ano anterior, a primeira vez em que desfilei, não sabia o samba, ajeitava a sandália em frente às câmeras de TV, mas fiz um sucesso danado, e virei rainha de bateria no ano seguinte”, recorda Monique, que no enredo campeão “Ziriguidum 2001” teve que desfilar de topless: “Tinha duas estrelas para tapar o bico do seio. Uma quebrou e tivemos que improvisar com glitter prateado. Não dava para perceber a diferença”.
Quase 30 anos depois, Monique volta a ser o centro das atenções da escola. Mas, desta vez, garante, de forma bem comportada: “Serei homenageada no carro abre-alas e virei nele bem comportada. Não será uma fantasia ousada, mas também não será tapadíssima. Não estou na minha melhor forma e para topless já não tenho idade”, justifica ela, que chegou à agremiação pelas mãos do falecido Chacrinha: “Meu pai torcia pela Mocidade e eu queria muito sair em uma escola. pedi para o Chacrinha me arranjar uma vaga em qualquer ala. Mas como não sabiam onde me botar, me deixaram perto da bateria”.
Monique bem que tentou dizer não ao convite deste ano, mas ao chegar no barracão da Mocidade não contece a emoção. “Meu joelho está estragado, estou um pouqinho fora do peso, mas quer saber? Tudo isso é menor que ser lembrada por um Carnaval que só me deu alegrias. Topei na hora e acho que vou ficar muito emocionada”, avalia.