Vale a pena usar de novo! A queda da Forever 21 e a ascensão dos brechós

Segundo um recente artigo publicado no New York Times, o pedido de recuperação judicial da norte-americana Forever 21 tem mais a ver com a mudança de pensamento dos jovens, que preferem levar uma vida mais sustentável, do que com a alteração na forma de consumir pela internet, reduzindo o fluxo de clientes nas lojas físicas. Diante disso, a tendência de consumo passa a se reciclar, literalmente, tornando o consumo de peças usadas, de segunda mão, uma tendência.

As empresárias Siomara Leite e Danielle Kono, atentas a essa transição, criaram a rede Brechó Agora é Meu, em 2017, e sentem a crescente procura dos consumidores. E se é o pó e a desorganização que vem à mente ao pensar nesse tipo de loja, o brechó, aqui, é o oposto do consenso popular, com um ambiente totalmente aconchegante e limpo e uma iluminação capaz de realçar ainda mais a qualidade das peças. “É uma forma de estar na moda economizando e cooperando com a economia e moda circular, já que ela envolve não só a confecção, como também o descarte ou reuso das peças”, comenta Siomara.