No Paraná, em debate para o Senado marcado por ataques e ofensas, Alexandre Curi apresenta propostas

Enquanto os demais candidatos passaram a maior parte do tempo trocando acusações,  apontando contradições uns dos outros e inflamando o debate com discursos ideológicos, Alexandre Curi utilizou o debate entre os candidatos ao Senado realizado pela Band TV para apresentar suas propostas, posicionar-se sobre os grandes temas nacionais e defender que o Paraná eleja um senador que conheça as necessidades do estado e que tenha a defesa do Paraná como prioridade. Enquanto o debate parecia monotemático por parte dos adversários, Alexandre conseguiu discutir infraestrutura, segurança pública, saúde e, também, a crise institucional que atravessa o Supremo Tribunal Federal.

Crise no STF

Alexandre foi o primeiro a pautar a crise institucional do Supremo Tribunal Federal no debate. Já na sua saudação inicial, o candidato destacou que disputa o Senado para resgatar o protagonismo do Paraná no Congresso Nacional, mas que não deixará de se posicionar contra os excessos e abusos do STF. Na primeira pergunta, ele questionou Dr. Rosinha sobre a posição do adversário diante dos recentes escândalos na Suprema Côrte.

Na réplica, Alexandre aproveitou para apresentar sua proposta para uma reforma do Judiciário. “Discurso não resolve essa crise, é preciso de ações concretas. Defendo uma PEC com regras claras para o Judiciário. Por que a mulher de um ministro pode advogar em um caso em que o marido é relator? Porque a lei permite. Precisamos vedar parentes de ministros advogando no STF, vedar palestras para empresas que têm processos na côrte, criar um órgão de controle externo e, principalmente, criar estabelecer para a indicação dos ministros. Com nomes da magistratura, outros de uma lista tríplice da OAB e do Ministério Público Federal. Assim, vamos discutir currículo e saber jurídico na sabatina dos ministros, não afinidade política, partido ou ideologia”.

Infraestrutura

A necessidade do resgate da força do Paraná no Senado foi destacada por Alexandre ao responder o questionamento de Filipe Barros sobre os acidentes e a falta de melhores condições nas rodovias que cortam o Paraná. “Por falta da força dos senadores, o governo federal não fez investimentos em infraestrutura no Paraná. Rodovias federais que necessitam de duplicação, ou mesmo as ferrovias, para tirar o transporte de carga das estradas. Temos uma comissão mista no Congresso debatendo ferrovias. O Paraná tem o projeto da Nova Ferroeste, tem a nova concessão da Malha Sul, e não temos um senador paranaense discutindo isso em Brasília. Quero ser senador para que o Paraná volte a receber investimentos federais em infraestrutura”.

Segurança Pública

No bloco de perguntas dos jornalistas, Alexandre foi questionado sobre a instalação de câmeras no uniforme dos policiais e sua proposta para a Segurança Pública. “Confio na polícia, sou contrário às câmeras, estudos recentes mostram que isso reduz a efetividade da polícia e, além disso, há casos de perseguição a policiais. Precisamos é debater leis mais duras no Senado. O maior problema do Brasil não é deixar de prender bandidos, é soltar demais. A polícia, prende, a Justiça solta rapidamente. Precisamos aumentar penas, reduzir progressões e temos que discutir a redução da maioridade penal, pois jovens de 16 e 17 anos estão sendo cooptados pelo crime organizado porque não têm responsabilidade penal”.

Saúde

No último bloco, enquanto os candidatos perguntavam sobre casos de corrupção, ficha suja ou traições políticas, Alexandre optou por debater com Cristina Graeml como fazer para que mais recursos federais cheguem aos municípios. “Eu conheço os 399 municípios do Paraná e, como senador, os prefeitos vão voltar a frequentar o Senado da República. Vamos discutir, em Brasília, o custeio da saúde, a revisão do pacto federativo, para que mais retorne ao Paraná um percentual maior do que o estado envia em tributos para Brasília e para a criação do Fundo Sul, um fundo de desenvolvimento dos estado do Sul, como já temos para o Norte e Nordeste”.

Alexandre também respondeu questionamento de Cristina Graeml sobre o custeio da saúde. O candidato lembrou que a tabela SUS do governo federal está defasada há muitos anos e que, no Paraná, os hospitais filantrópicos só estão sobrevivendo graças a aportes do Governo do Estado e dos recursos devolvidos pela Assembleia Legislativa do Paraná em sua gestão.

Menos Brasília, Mais Paraná

Nas considerações finais, Alexandre Curi reforçou sua posição de discutir propostas e uma melhor representação do Paraná. “Em respeito aos paranaenses, eu procurei debater políticas públicas”, iniciou o candidato. “Conheço os 399 municípios do Paraná e sei a demanda e a vocação de cada região. O que o Sudoeste precisa é completamente diferente do que precisa o Norte Pioneiro, e bem diferente de Curitiba e da região metropolitana. O Paraná precisa de um senador presente, de um senador que conheça o estado por inteiro”, prosseguiu. Alexandre reforçou ter seus valores bastante claros e inegociáveis “a favor da família, da vida, da inocência das crianças, da liberdade religiosa, da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e de uma educação sem ideologia”, mas disse que quer ir ao Senado para trabalhar políticas públicas. “O Paraná precisa resgatar o seu protagonismo no Senado. Nós somos a quarta economia do Brasil, com um PIB acima de R$ 800 bilhões. Nós mandamos todos os anos R$ 108 bilhões para Brasília e recebemos apenas R$ 37 bilhões de volta. Um estado assim não pode ter três cadeiras no Senado e não ter três senadores. Temos que garantir menos Brasília e mais Paraná. É isso que nós precisamos resgatar”, concluiu.