Transportar animais no carro requer atenção e cuidado

Ao levar animais de estimação no carro é preciso tomar alguns cuidados e seguir o que a legislação de trânsito estabelece para segurança do bichinho e dos demais passageiros “Levar um bicho de estimação solto no veículo pode causar acidentes e colocar em risco não só a vida do animal, mas também do condutor, passageiros e dos outros motoristas ao redor”, diz o diretor-geral do Detran Paraná, Marcos Traad.

O correto é transportar os animais com cinto, no banco de trás ou em caixa de transportes exclusiva. “Caso contrário a visibilidade do motorista fica comprometida, o que pode causar freadas bruscas e até acidente”, orienta Noedy Bertazzi, da coordenadoria de educação para o trânsito do Detran.

Para cães em viagens longas, o ideal é utilizar uma caixa de transporte. Já para passeios rápidos, usar o cinto peitoral, que fica preso ao cinto de segurança do carro, e não machuca o animal.

Gatos devem ser transportados em caixas, pois se assustam com facilidade. Peixes devem ser deslocados apenas em sacos plásticos e os passarinhos em gaiolas.

INFRAÇÕES – O número de infrações por transporte irregular de animais é pequeno no Estado. Segundo o Detran, de janeiro até abril deste ano, as infrações por conduzir animais nas partes externas do veículo e conduzir o veículo transportando animais a sua esquerda ou entre braços e pernas, somam 228 multas. Entre os municípios com mais autuação, estão Curitiba, com 66 multas, Maringá com 40 e Londrina com 23 autos.

Segundo estudo da Sociedade União Infantil Protetora dos Animais, se um motorista transporta um cão de dez quilos no banco traseiro, sem os cuidados necessários, e bate o carro a 50 km/h o animal será projetado à frente com um impacto equivalente a quatro mil quilos.