Depois de crescerem 36% no ano passado, as apreensões de contrabando deverão encerrar o ano em diminuição, disse o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. O órgão estima que os bens confiscados totalizem R$ 1,7 bilhão em 2013, contra R$ 2 bilhões no ano passado.
O secretário negou que o recuo tenha sido motivado pelo contingenciamento (bloqueio) do Orçamento federal, que reduziu as verbas disponíveis para as operações. Segundo Barreto, a queda no valor apreendido deve-se a itens de luxo confiscados no ano passado que influenciaram as estatísticas.
“Em 2012, apreendemos alguns bens de elevado valor, como iates, aeronaves e algumas embarcações. Isso elevou o valor. Este ano, por conta da fronteira blindada, a quantidade foi bastante significativa, embora o valor não tenha ultrapassado 2012”, declarou Barreto, ao comentar as ações do órgão no Dia Mundial de Combate à Pirataria.
De acordo com o secretário, a Receita teve de se adaptar aos cortes no Orçamento, reduzindo gastos de custeio (despesas com a manutenção da máquina pública) e contando investimentos em fase inicial. Ele, no entanto, assegurou que as operações essenciais foram mantidas, assim como investimentos considerados imprescindíveis para a manutenção dos sistemas internos do órgão.Além do Brasil, também conquistaram esse patamar a Argentina, o Chile, a Guiana, Honduras, o México, a Nicarágua, o Panamá, o Peru, Uruguai, a Venezuela entre outros países. Segundo o documento, o bloco formado por América Latina e Caribe foi o que conseguiu os avanços mais expressivos na redução da fome no mundo nas últimas duas décadas, ao combinar crescimento econômico, compromisso político e ação pública que atenda às urgências sociais. Ao todo, 842 milhões de pessoas são vítimas da fome em todo o mundo no triênio 2011-2013, menos que as 878 milhões estimadas para o triênio anterior (2008-2010).




