Novos equipamentos agilizam distribuição de sangue na rede Hemepar

O Governo do Estado investe mais R$ 730 mil na modernização da estrutura para o processamento do sangue coletado e distribuído pela rede Hemepar. São 26 aparelhos de última geração adquiridos pelo Estado para agilizar o descongelamento das bolsas de plasma e crioprecipitado, dois componentes retirados do sangue e que são essenciais para o tratamento de pacientes com quadros graves de hemorragia.
A partir desta semana, todas as 22 unidades do Hemepar espalhadas pelo Paraná devem receber os novos equipamentos, além da agência transfusional do Hospital do Trabalhador, em Curitiba, que também será beneficiado. A intenção é acelerar o processo de preparação dos hemocomponentes para o uso efetivo dos pacientes que necessitam de proteínas de coagulação.
O diretor-geral da Secretaria Estadual da Saúde, Sezifredo Paz, afirma que os investimentos refletem o compromisso do Governo do Estado em dar continuidade à ampla reestruturação do Hemepar, iniciada em 2011. “Em quatro anos, construímos novas unidades, reformamos as que já existiam e garantimos uma série de equipamentos para fortalecer todo o ciclo do sangue. Foi dessa forma que conseguimos aumentar o número de doadores fidelizados e salvar cada vez mais vidas”, afirmou.
Sezifredo explica que o objetivo é trazer o que há de melhor em tecnologia para a hemorrede estadual. “Prezamos pela qualidade e segurança dos serviços prestados e, por isso, estamos renovando permanentemente o nosso parque tecnológico, buscando sempre a excelência na coleta, processamento e distribuição do sangue e seus derivados”, completou.
Para não perder a validade, tanto o plasma quanto o crioprecipitado devem ser congelados imediatamente após o fracionamento do sangue coletado. “Nesta condição, eles podem ser conservados por um período de até dois anos, dependendo da temperatura do refrigerador”, esclarece o diretor-geral do Hemepar, Paulo Hatschbach.
Atualmente, o descongelamento destes componentes é feito através da técnica de banho-maria e leva em média 30 minutos. Com o novo descongelador, este tempo será reduzido em até cinco vezes, permitindo que as bolsas cheguem mais rápido ao receptor.

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