Chegou o momento em que a oposição começa a se articular para promover candidaturas a presidente da República. Pelo PSDB, o tucano Aécio Neves já começa a percorrer o país para viabilizar seu nome à disputa. Seu partido já considera como certo sua candidatura. Pelo PSB, Eduardo Campos adota postura semelhante. Diretórios municipais do PSB já marcam reuniões regionais com vereadores, prefeitos e lideranças para divulgar o nome do governador de Pernambuco.
Serra na correria
Outro oposicionista que começou a se mexer foi o atual tucano José Serra. Se quiser disputar a presidência deixará o PSDB e ingressará em outra sigla, provavelmente o PPS. Porém, o que preocupa é o pouco tempo de TV que o partido tem. Uma saída é viabilizar a vice para uma legenda com mais tempo de propaganda partidária. Ele tem que correr contra o tempo, pois falta pouco menos de 40 dias para terminar o prazo de filiação às próximas eleições.
Rede atrás da formalização
Quem também corre contra o tempo é a ex-ministra Marina Silva. A ex-PV precisa legalizar a existência do seu novo partido: a Rede Sustentabilidade. Para isso, a Justiça Eleitoral deverá validar as assinaturas necessárias para a formalização. Vale dizer, que Marina foi a liderança que mais se beneficiou diante das manifestações populares contra o governo federal e não deseja ficar fora da disputa.
Eleição sem polarização
Se todos os oposicionistas que demonstraram intenção até o momento disputarem, o bloco terá pelo menos quatro fortes nomes: Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB), José Serra e Marina Silva (Rede). A ampliação do leque de opções é uma estratégia para levar a disputa ao segundo turno. A oposição acredita que a polarização não é favorável às suas intenções.
7 de Setembro
Já os governistas sustentam a esperança de que o fôlego das manifestações continue a diminuir e a popularidade da presidente Dilma Rousseff retorne a subir. A prova de fogo será o feriado de Sete de Setembro, que deverá haver manifestações em todo o país.




