Cerca de 150 representantes de 15 municípios da Região Metropolitana de Curitiba e do Litoral do Paraná se reuniram em Colombo, para discutir a elaboração dos seus planos educacionais para os próximos dez anos. O evento conta com a orientação da Secretaria Estadual da Educação, Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e Undime.
A proposta do grupo é apoiar os municípios paranaenses para que construam seus planos em consonância com o Plano Nacional de Educação. “A expectativa é muito grande. Precisamos elaborar o nosso plano, mas não deixando de observar as estratégias e metas do plano nacional para extrair e trazer para a realidade do nosso município”, comentou a secretária municipal de educação de Colombo, Aziolê Pavin.
“Os planos municipais no Paraná devem ter a cara do estado e serem pactuados com o Plano Nacional. Para isso estamos montado uma rede de apoio técnica aos municípios”, disse o secretário estadual da educação, Paulo Schmidt.
Já foram realizadas outras sete reuniões em várias regiões do Paraná, com a participação de mais de mil dirigentes locais de educação. Serão realizados mais dois encontros de orientação e outros nove para colocar em prática a construção dos documentos. A previsão é que os 399 municípios paranaenses estejam com seus planos prontos em junho de 2015.
Em alguns municípios o trabalho está bem avançado. É o caso de Jardim Alegre, região Central, cujo plano será enviado à Câmara Municipal para apreciação. “Teremos uma audiência com os profissionais da educação e com a comunidade escolar e aguardaremos o retorno da Legislativo para fazer as adequações, se necessárias”, disse a secretária municipal, Simone Colombo.
INVESTIMENTOS – Segundo o secretário Paulo Schmidt, houve um compromisso com Ministério da Educação para mobilizar os municípios e oferecer o apoio necessário para que seus planos educacionais possam ser desenvolvidos. Schmidt afirmou que Estados e municípios precisam planejar as suas ações para alcançarem melhores resultados na qualidade da educação. “Além disso, precisamos constituir uma rede, com a oportunidade de estabelecermos o diálogo, avaliarmos as opiniões, procurando construir uma convergência em relação aos objetivos planejados”, disse.
Outra importante questão se refere aos investimentos. O secretário defende que os recursos para a educação devem estar alocados integralmente nos Estados e municípios para a melhoria da educação básica.
“Os Estados e municípios, por meio das pessoas que se dedicam à educação, conhecem suas necessidades e a melhor maneira de aplicar os recursos na infraestrutura, na valorização dos seus profissionais e no que julgarem imprescindível para que a educação avance”, explicou.
Segundo ele, o atual modelo de repasse de recursos precisa ser repensado, com uma distribuição que siga critérios justos e que ofereça condições propícias para a gestão educacional. “Precisamos nos mobilizar por recursos, por autonomia e por condições à altura da nossa responsabilidade”, ressaltou Schmidt.




